Butão, Nepal: Reino do Dragão
Programa resumido Programa Detalhado
D1: Voos Lisboa-Kathmandu. D2: Chegada a Kathmandu, transporte para hotel em Thamel, o bairro mais característico de Kathmandu. D3: Dia livre em Kathmandu para visitar os diversos locais históricos no vale: Durbar Square, Swayambunath, Pashupatinath, Patan, Bakhtapur, Boudhanath, etc. D4: Voo Kathmandu-Paro, transporte para o hotel em Thimbu. D5: Thimbu: Visita do Taschichoedzong (dzong = fortaleza), a colossal fortaleza construída no séc XVIII, que é a sede do governo e do clero durante o Verão. Os seus edifícios são ricamente decorados com madeira policromada esculpida e inúmeros frescos nas paredes, nomeadamente mandalas de soberbo detalhe. O extenso terreiro interior é cercado por edifícios administrativos e religiosos. Há a destacar a "Sala dos Mil Budas" que contém uma enorme figura de Buda; Utse, o imponente torreão central é a residência do Je Khenpo; a sala da Assembleia Nacional, coberta de frescos representando cenas da vida de Buda e que tem uma grande mandala pintada no tecto. Passamos pelo Memorial Chorten, (um monumento religioso típico do budismo tibetano, que contém relíquias de um santo), dedicado ao falecido rei Jigme Dorji Wangchuk e que é um importante local de visita e de devoção. Visita de uma fábrica de papel manual onde se utilizam cascas de árvores. Passeio pela rua principal de Thimbu para se apreciar a sua dinâmica e o seu comércio. No antigo campo de batalha Changlimithang, agora transformado em campo de desporto, poderemos ter a oportunidade de observar tiro ao arco, o desporto nacional do Butão. Partida para Punakha após o almoço. Passamos o colo Dochu La (3050m), profusamente engalanado com bandeiras de oração e com um grande chorten, donde teremos um excelente panorama dos Himalaias. Através de uma vegetação densa com magnólias e rododendros, chegaremos a uma zona de culturas semi-tropicais como a banana e a laranja, e múltiplos campos de arroz em socalcos. (2h) D6: Punakha-Jakar de autocarro (6h). Visitamos o massivo dzong de Punakha (séc XVII), a capital de Inverno durante 300 anos, situado na confluência dos rios Mo Chhu e Pho Chhu. Hoje, somente o clero se muda para cá no Inverno e notaremos o grande movimento de monges através dos terreiros e das galerias. Contém um pequeno santuário, Dzongchung, do séc XIV e 21 templos com paredes ricamente decoradas com frescos. Atravessamos o vale de Gangtey conhecido pela beleza da sua paisagem. É um local privilegiado de repouso para as raras e enormes garças de pescoço negro (gru nigriclis) que atravessam os Himalaias vindas do Tibet, em Novembro, para as planícies temperadas da Índia, e regressam em Fevereiro. A aldeia de Gangtey é dominada pelo seu mosteiro de telhado amarelo, o único mosteiro da seita Nyingmapa do Butão, dirigido pelo Gangtey tulku, actualmente a 9ª reincarnação com este título. Continuamos a viagem atravessando as Montanhas Negras; do colo Pela La poderemos avistar o Jomolhari (7314m), uma das montanhas mais altas do Butão. Passando campos onde pastam yaks e ovelhas iremos deparar com um grande chorten de estilo nepalês: conta a lenda que o lama Shida venceu ali um demónio que ameaçava o vale. Pouco depois avistamos o imponente dzong de Tongsa, uma grande obra de arquitectura, considerado o mais impressionante dzong do Butão. Pic nic em Tongsa. O espectacular dzong de Tongsa (séc XVI), está construído sobre uma colina, de onde se tem um magnífico panorama em redor e, por tal, a sua importância estratégica. A sua arquitectura é complexa e contém um pequeno labirinto de terraços, corredores, salas diversas e 23 templos dedicados cada qual à sua divindade, tudo construído em níveis diferentes. Acima da fortaleza situa-se o Ta Dzong, a torre de vigia, que reforça a sua posição de controlo. Pernoita em estalagem em Jakar, no histórico vale de Bumthang. D7: Vale de Bumthang. Visita de aldeias no vale ou assistência de festival, dependendo do calendário. O programa será adaptado de acordo com a data do festival. Os festivais anuais são dedicados ao Guru Rimpoche e pretendem comemorar um dos grandes episódios da sua vida. Predominam as danças religiosas em que os intervenientes vestem ricos e coloridos trajes de seda amarela ou brocado. Muitas das danças são praticadas com máscaras representando animais, demónios, crâneos, expressões de Guru Rimpoche ou meros humanos. As danças podem ser: instrutivas, que contam uma história com uma moral exemplar; purificadoras, um ritual cujo objectivo é purificar e proteger um local dos espíritos demoníacos; danças que proclamam a vitória do budismo e a glória de Guru Rimpoche. São sempre acompanhadas de música religiosa onde se utilizam as trompas telescópicas, tambores, oboés tibetanos (gyaling), címbalos, kangling (trompete feito de um fémur), sinos e conchas. A música dá ritmo às danças e demais cerimónias, e à recitação ou canto dos textos religiosos (mantras). Elementos fundamentais nos setchus são os atsara, palhaços com máscaras expressivas que fazem comentários jocosos, confrontam os monjes e distraem o público quando as cerimónias se tornam demasiado monótonas. Só durante os setchus são autorizados a ter este comportamento que, dentro de parâmetros estabelecidos, não melindra a ordem religiosa e social. O festival é um acontecimento importante que atrai a população da região e que lhes oferece a possibilidade de se impregnarem na sua religião e de ganharem "mérito religioso". Também é uma ocasião social de vulto onde se encontram amigos, vê-se e é-se visto, namora-se e travam-se novos conhecimentos. As pessoas vestem as suas roupas mais finas e usam as suas melhores jóias. Fazem pic nics abundantes em carne e em alcool, e prevalece uma atmosfera descontraída, bem humorada e até algo irreverente. D8: Jakar (2700m)-Nganglhakhang (2900m) (5h). Iniciamos o passeio pedestre a partir do dzong de Jakar, através da ponte Tokto e ao longo das margens do rio Chamkhar Chhu, abundante em truta. Passamos por Thangbi Lakhang (lakhang = templo/santuário) e Ta Lakhang, onde faremos uma pausa para pic nic. Depois passamos pelas aldeias de Goling e Kharsa com os seus campos de centeio, aveia, cevada e trigo. O vale de Bumthang é um vale sagrado, o mais sagrado no Butão pela multiplicidade de episódios que a História nos trouxe e pelos inúmeros santuários e templos que aí foram construídos. O percurso até Nganglhakhang, o Templo dos Cisnes, evidencia alguns deles: pouco após passarmos a ponte Kharsa Zam, avistaremos o Shug Dra gomba, o mosteiro da "Rocha Poderosa" (gomba=mosteiro). Aí existe uma rocha, diz a lenda, onde o demónio que ameaçava o mosteiro afiou o seu punhal para matar o Guru Padmasambava, quando este passeava no vale. Ao vê-lo, o Guru deixou a marca da sua mão nessa rocha e correu atrás do demónio, que se escondeu atrás de uma outra rocha, onde hoje poderemos ver as formas das suas cauda e cabeça. Mais adiante encontramos três grandes lajes onde o demónio teria sido decepado e o seu coração lançado para longe. Mais acima veremos o trono de rocha que o Guru Rimpoche usou nas cerimónias de consagração do Shug Dra gomba. Chegados à clareira de Pokorthang deparamos com um grande cipreste solitário, que cresceu do bastão utilizado pelo Shabdrung Ngawang Namgyel quando chegou do Tibet. Ao longe, no alto de uma colina, veremos o local onde se situou a fortaleza de Dhaphe, que que foi mandada explodir pelo seu castelão no momento em que tropas tibetanas a invadiam. O mesmo castelão tentou construir outra fortaleza perto, em Chamkhar, mas sem sucesso pois os demónios destruíram-na numa noite. Diz-se que numa noite ele viu um pássaro branco (jakar) a construir uma casa com gravetos e que, por considerar de bom auspício, mandou construir o dzong de Jakar. Acampamos nas margens do rio Chamkhar Chhu, a 15m da aldeia de Nganglhakhang, que visitaremos. Um dia o lama Namkha Samdrup sonhou que devia construir um templo; disparou uma seta e aí mandou construir Nganglhakhang. Acredita-se que inicialmente este vale era habitado somente por cisnes (ngang). D9: Nganglhakhang-Ugyenchholing (2750m) (6h). Continuamos através da bonita floresta de coníferas até ao colo de Phebe La (3350m). Descemos para o vale de Tang e avistamos as aldeias Kharub e Ghumling, na outra margem do rio Tang. Pausa para pic nic junto à ponte Kizum com esplêndida vista sobre o palácio Ugyencholing, no alto da colina. Nele se crê que meditou o grande mestre Nyingmapa, Longchen Rabjampa no séc XIV, vindo-se a descobrir inúmeros tesouros religiosos. Passamos pela rocha sagrada de cremação, Tang Rimjang, criada pelas garças vindas do Tibet. Depois, passamos pelo mosteiro Ta Rimochen onde o Guru Rimpoche meditou e onde se encontram diversas marcas suas na rocha. Acampamos em Misithang, na margem do rio Tang. D10: Ugyenchholing-Jakar (3h). Descida fácil pelo vale e visita das gargantas de Mebartsho, o Lago Incandescente, um dos locais de peregrinação mais famosos do Butão. Diz a lenda que no séc XV o terton Pema Lingpa (terton=descobridor de tesouros religiosos) mergulhou no lago para procurar textos religiosos escondidos no seu leito. Antes de o fazer acendeu uma lamparina e declarou aos seus acompanhantes: "Se eu for um demónio deixem-me morrer. Se eu for o filho espiritual de Guru Rimpoche esta lamparina não se apagará e descobrirei os textos sagrados". Quando emergiu, trazia os textos e a lamparina acesa. Chegada a Jakar e partida para Tongsa (3h). Alojamento em estalagem. D11: Partida para Thimphu (4h). De caminho visitamos o dzong de Wangdiphodrang (séc XVII), situado no alto de uma colina escarpada que se destinava não só a fins guerreiros mas também ao controlo dos fluxos de caravanas que circulavam no eixo leste-oeste. D12: Transporte para Paro (2h). Passeio em Paro e contacto com os nativos e a sua cultura. D13: De manhã cedo, faremos uma marcha de 3 horas pela floresta de pinheiros para visita de Taktsang Lhakhang (séc XIV), o Ninho do Tigre, um dos mosteiros mais sagrados dos Himalaias e com uma situação espectacular. Está cravado na face de uma imponente falésia, 800m acima do vale. No séc VIII, o Guru Rimpoche voou do Tibet para Taktsang no dorso de um tigre. Aí meditou durante 3 meses numa caverna e converteu o vale de Paro ao budismo tântrico. Depois dele muitos outros famosos santos vieram meditar neste local tão intensamente religioso, nomeadamente Milarepa. À tarde visitamos a fortaleza de Paro. Atravessamos a ponte coberta que dá acesso à monumental fortaleza, o Rinpung Dzong. Visita do interior apreciando a sua singular arquitectura decorada com madeira policromada e esculpida. O seu torreão central, utse, é notável pelo excelente trabalho em madeira e inúmeros frescos decoram as paredes à sua volta. O dzong tem vários salões de reza e de estudo, templos, refeitório, biblioteca e camaratas para os monjes, além dos escritórios do governo distrital. A pé ou de autocarro, subimos para Ta Dzong, a torre de vigia do vale de Paro, que contém o Museu Nacional. A sua colecção compõe-se das seguintes secções: thangkas, pratas e jóias, estatuária, lajes religiosas gravadas, objectos rituais e instrumentos musicais, armas, objectos e utensílios domésticos, animais extintos embalsamados e selos. Contém também um magnífico santuário. D14: Voo Paro-Kathmandu, transporte para hotel. D15: Voos Kathmandu-Lisboa. D16: Chegada a Lisboa. Outras datas Caso pretenda organizar um grupo de amigos para viajar para o Butão noutras datas, consulte-nos com a maior antecedência. Ao longo do ano há diversos festivais no Butão e poderemos programar-lhe a viagem de acordo com essas datas.
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