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Etiópia: De Axum e Lalibela ao Vale de Omo


Programa de Viagem -

D1: Voos Lisboa-Addis Abeba.
 
D2: Addis Abeba
Chegada a Addis Abeba, transporte para o hotel. À tarde, visitaremos a catedral da Santíssima Trindade, conhecida em amárico como Kidist Selassie; é a catedral ortodoxa de maior importância em Addis Abeba. Foi construída para comemorar a libertação da Etiópia da ocupação italiana e é o segundo lugar de culto mais importante na Etiópia, depois da Igreja de Nossa Senhora Maria de Zion em Axum. Depois visitaremos o Museu Nacional que contém a melhor arte e arqueologia do País nomeadamente exemplares fossilizados de hominídeos sendo Selam e Lucy (cerca de 3.3 milhões de anos) os mais famosos. Subida ao monte Entoto, um local venerado e onde se situam inúmeras igrejas e mosteiros, e de onde teremos uma bela vista da cidade. A,J

D3
: Addis Ababa – Bahar Dar
Voo para Bahar Dar, 11h30-12h30. À tarde passeio de barco no lago Tana para visita da igreja Ura Kidane Mehret do séc XVI. Tem inúmeros interessantes frescos o tesouro contém coroas de imperadores entre outros objectos. O lago Tana tem 37 ilhas das quais 32 têm construídos igrejas e mosteiros.
Pa,A,J

D4: Bahar Dar
Visita matinal das espetaculares cataratas do Nilo Azul cujas águas caem cerca de 45m e que na época das chuvas pode ter um caudal de 100m de largura. Para jusante encontra-se a primeira ponte de pedra construída na Etiópia mandada fazer pelo jesuíta português Afonso Mendes, na época o Patriarca da igreja ortodoxa na Etiópia (séc XVII). Aqui poderemos avistar hipopótamos, crocodilos e inúmeras aves lacustres. À tarde caminharemos em Bahar Dar para apreciarmos a vida local e os costumes, e iremos ao mercado tradicional. Ao fim do dia iremos à colina Bezawit admirar o crepúsculo sobre a cidade e o lago Tana. Pa,A,J

D5: Gondar
Viagem para Gondar (175 km, 3h). Gondar foi capital imperial no séc XVII. À tarde iremos visitar a cidade imperial onde se destacam o palácio Fasilides e a sua piscina (classificados Património Mundial pela Unesco), a abadia da imperatriz Mentewah, a igreja Debre Berhane Selassie. Pa,A,J

D6: Parque Nacional das Montanhas Simien
Transporte para o Parque Nacional das Montanhas Simien (125 km, 2h) onde passaremos o dia apreciando a Natureza visitando diversos habitats de floresta e de savana, e realizando algumas breves caminhadas. O parque abriga espécies protegidas como o lobo e o ibex. Também poderemos ver babuínos, gatos selvagens, leopardos, hienas, chacais e muitas espécies de aves como águias, abutres, corvos. Este parque é classificado Património Mundial pela Unesco. Alojamento no lodge dentro do parque. Pa,A,J

D7: Axum
Viagem para Axum através das bonitas paisagens verdejantes das montanhas Simien (272 km, 5h). Pa,A,J

D8: Axum
De manhã iremos atravessar as montanhas Adwa para visitarmos um tempo pré-cristão construído em pedra em Yeha (55 km). É o templo mais antigo do País e acredita-se que tenha sido construído cerca do séc VIII aC. À tarde visitaremos Axum, classificada Património Mundial pela Unesco. Esta cidade foi capital do reino de Axum entre os séc I e XIII dC e era o estado mais poderoso da região, entre o Mediterrâneo e a Pérsia. Tinha relações comerciais com a Grécia e o Egito e com países do Médio Oriente para leste. Iremos visitar o Museu Arqueológico. Depois a igreja de Santa Maria de Zião, a igreja mais sagrada da Etiópia, onde se crê que esteja escondida a Arca da Aliança contendo duas das Tábuas entregues a Moisés. Visitaremos o parque de obeliscos onde ainda se encontram 120 obras esculpidas com interessantes motivos. Finalmente visitaremos a necrópole do rei Kaleb composta por galerias subterrâneas. Pa,A,J

D9: Lalibela
Visita das ruínas do palácio da rainha de Sabá (séc VI) e o epitáfio do rei Ezana, antes de voarmos para Lalibela (11h50-12h30). Lalibela é a segunda cidade mais sagrada da Etiópia (depois de Axum) e um grande centro de peregrinação devido às suas elegantes igrejas esculpidas na rocha. Foi capital do império nos séc XII e XIII. É classificada Património Mundial pela Unesco. O País foi dos primeiros a adotar o cristiniasmo no séc IV e a população de Lalibela é quase toda cristã ortodoxa (copta), diferente de Axum que tem grande percentagem de muçulmanos.
À tarde exploraremos algumas das onze igrejas monolíticas esculpidas nos séc VII a XIII. O primeiro europeu a visitar as igrejas foi Pero da Covilhã no séc XV quando procurava o reino do Preste João e que concluiu tratar-se da Etiópia. O rei Lalibela procurou reproduzir simbolicamente a cidade de Jerusalém em Lalibela e atribuir-lhe uma grande importância religiosa. As igrejas estão divididas em dois sectores separados por um rio a que se chamou Jordão: Jerusalem terreno e Jerusalem das pedrarias e dos dourados. Pa,A,J

D10: Lalibela
Caminhada até à igreja Asheton Maryam no alto do monte. Esta igreja está esculpida na falésia rochosa e contém obras notáveis como cruzeiros, manuscritos iluminados e objectos litúrgicos. À tarde iremos visitar as outras igrejas monolíticas e as aldeias na proximidade. Pa,A,J

D11: Addis Abeba, Dire Dawa, Harar
Voos Lalibela – Addis Ababa, 10h40-11h40, e Addis Ababa – Dire Dawa, 13h40-14h. Transporte para Harar (50 km). À tarde visitaremos a cidade fortificada Jugol construída entre os séc XIII e XVI, classificada Património Mundial pela Unesco. Harar Jugol é considerada a quarta cidade sagrada do Islão, com 82 mesquitas, três das quais datam do séc X, e 102 santuários, mas as casas tradicionais com os seus interiores excepcionais são a atração mais espetacular do património cultural de Harar. O impacto das tradições africanas e islâmicas sobre o desenvolvimento do urbanismo peculiar desta cidade dão-lhe um carácter e ambiente muito particulares. Foi um importante entreposto comercial entre a costa e o interior, e também um importante centro de conhecimento praticado nas suas muitas mesquitas. Está classificada Património Mundial pela Unesco. Ao fim de tarde iremos observar as hienas na hora do ritual de alimentação. Pa,A,J

D12: Gerawa
De manhã viajaremos para sudoeste para visitarmos uma plantação de café em Gerawa (80 km). Iremos conhecer o processo do seu cultivo e preparação, e iremos provar a melhor produção local.
Regresso a Harar para visitarmos outras atrações: os museus Rimbaud e a mesquita Abdullahi Ali, a igreja Medhane Alem, o túmulo do Sheik, o mercado tradicional ao ar livre e uma manufatura de processamento de café. Pa,A,J
D13: Parque Nacional Awash
Viajararemos de manhã para o Parque Nacional Awash (314 km, 4h) parando de caminho no mercado de khat em Awodai. O khat é uma folha que se masca e que provoca excitamento, perda de apetite e euforia, e causa viciação. À tarde faremos um safari no parque à procura de fauna como antílopes, gazelas, dik diks, kudus (grande antílope de hastes espiraladas), javalis africanos (warthog), babuínos e cerca de 460 espécies de aves a destacar a avestruz norte africana. Às vezes detetam-se leopardos, leões, chacais e gatos bravos. Depois iremos admirar as cascatas Awash e procurar os grandes crocodilos nas margens do rio Awash. O vale inferior de Awash é classificado Património Mundial pela Unesco por conter achados palenteológicos muito importantes como sejam a descoberta de Lucy, o mais antigo hominídeo descoberto que se estima em 3.3 milhões de anos. Pa,A,J

D14: Hawassa
Viagem para Hawassa (332 km, 5h) visitando no caminho os lagos do grande vale do Rift nomeadamente os lagos Ziway e Abijata-Shalla conhecidos pela sua variedade de aves lacustres com destaque para os grandes pelicanos, águias, jacanas, cegonhas, garças e flamingos. No lago Abijata poderemos maravilhar-nos com as manchas rosadas de milhares de flamingos. Pa,A,J

D15: Arba Minch
Viagem para Arba Minch (300 km, 5h). No caminho paramos para visitar a aldeia dos nativos Dorze que vivem em cubatas construídas de bambu e palha e têm a forma de cabeça de elefante. Dedicam-se à fiação do algodão destinado a roupa tradicional e à olaria, e a sua alimentação baseia-se sobretudo na “falsa banana” (enset). Pa,A,J

D16: Turmi
Passeio de barco no lago Chamo onde veremos muitos crocodilos e hipopótamos que coexistem com os pacatos pelicanos, garças e cegonhas. Seguiremos para Turmi (282 km, 5h) visitando no caminho algumas aldeias de Omo sul habitadas por nativos das tribos Tsemai e Arbore. Os Tsemai são agricultores de subsistência (sorgo e milho), criam gado bovino e produzem mel, e são aparentados aos Arbore. Pa,A,J

D17: Turmi
De manhã iremos visitar a tribo Karo em Murule (65 km, 2h). Os Karo são conhecidos por pintarem os seus corpos com uma pasta de giz branco; fazem máscaras na cara e pinturas no torso. As mulheres criam padrões de cicatrizes volumosas no peito que as tornam mais belas e que são uma atração para os homens. À tarde visitaremos aldeias da etnia Hammer que também são conhecidos pelas pinturas corporais e pela escarificação, as mulheres usam 15 ou mais pulseiras de cobre em cada braço. É famosa a cerimónia de passagem dos rapazes à idade adulta que consiste em saltar sobre vários bois. Pa,A,J

D18: Omorate, Jinka
Viagem para Omorate (70 km, 1h30) para visita de uma aldeia da tribo Dasanech onde chegaremos cruzando de barco o rio Omo. O vale inferior do rio Omo é classificado Património Mundial pela Unesco devido aos achados pré-históricos que se fizeram aqui. Os Dasenech foram um povo nómada que se fixaram na margem oeste do rio Omo e construíram cabanas que se assemelham na simplicidade às que usavam na vida nómada. Curiosamente têm aversão a comer peixe, o que só poderá acontecer em períodos de grande escassez de outros alimentos. Depois viajaremos para Jinka (110 km, 2h). Pa,A,J

D19
: Jinka
Hoje iremos visitar o povo Mursi viajando 70 km, 1h30. A tribo Mursi é famosa por as suas mulheres inserirem um disco de barro em torno do lábio inferior, forçando com o tempo um disco cada vez maior. Também esticam os lobos das orelhas da mesma forma, pintam os corpos com motivos brancos e usam decorações curiosas na cabeça. Embelezam o tronco e braços com volumosas cicatrizes. À tarde iremos ao mercado de Jinka observar os costumes, os produtos expostos e a dinâmica do quotidiano dos seus habitantes. Depois visitaremos uma aldeia da tribo Ari e o museu e Centro de Investigação de Omo Sul. Aqui admiraremos muitos interessantes artefactos e fotos antigos mostrando como se vivia antigamente em actividades agrícolas, na caça, na guerra e no quotidiano, e que nos ajudarão a compreender muito do que já observámos no vale Omo até agora. Pa,A,J

D20: Konso
De manhã viajaremos para Konso (160 km, 3h). À tarde iremos visitar a tribo Konso e as suas aldeias situadas no topo de uma colina construídas sobre socalcos e circundadas por muralhas de pedra com 2m a 5m de altura. Os Konso são famosos em toda a Etiópia pelos seus métodos avançados de cultivo da terra, que incluem a irrigação e a construção de socalcos. Também são conhecidas as estátuas de madeira esculpida erguidas sobre as sepulturas. Iremos apreciar tradições deste povo onde se contam 21 gerações e que datam de mais de 400 anos. O património cultural Konso é classificado Património Mundial pela Unesco. Pa,A,J

D21: Arba Minch , Addis Abeba
Viajaremos para Arba Minch (85 km, 1h30). De caminho paramos numa aldeia da tribo Derashe cuja música de flauta, executada por cerca de duas dezenas de instrumentistas, é peculiar. Voo para Addis Abeba, 15h40-16h45. Ao fim do dia, jantar tradicional com danças folclóricas. Mais tarde, voos de regresso para Lisboa. Pa,A,J
D22: Chegada a Lisboa.


Condições Particulares de Participação -

Inscrição: Deve enviar-nos a ficha de inscrição preenchida junto com 30% do preço. Devido à grande afluência de viajantes nestas épocas, a sua inscrição deverá ser confirmada com a maior brevidade.

Preço: Válido em Set-Out de 2018:

O preço inclui: voos internacionais e domésticos na Ethiopian em classe económica, alojamento com pequeno almoço, todas as refeições referidas no programa com bebidas não alcoólicas incl café e chá (Pa-pequeno almoço, A-almoço, J-jantar), uma garrafa de litro de água mineral por pessoa por dia, entradas nos monumentos e nos parques, carregamento de bagagens nos aeroportos e nos hotéis, transporte terrestre em veículos privados com ar condicionado, passeios de barco nos lagos Tana e Chamo, guia profissional falando inglês durante todo o programa.

Não inclui: bebidas alcoólicas, despesas pessoais inclusive as oportunidades para fotografar ou filmar nativos, gorjetas.

Transporte terrestre: centro e norte em autocarro de 22 lugares, a partir do D11 serão veículos todo–o-terreno (2x para 6 pessoas, 3x para 8-10 pax, 4x para 12-14 pax).

Nota: O preço dos voos é baseado em estimativas razoáveis para os trimestres futuros. As companhias aéreas poderão impor aumentos de preço dentro de prazos reduzidos por motivos vários que se prendem com economia, segurança e demais exigências legais.

Seguro: O preço do seguro para esta viagem é de Eur 80, que abrange um período de 22 dias (por favor consulte as coberturas).

Transportes: Voos em classe turística em companhia aérea europeia ou americana e todas com quem estas tenham aliança (codeshare), camião todo-o-terreno preparado para safari para os transportes terrestres.

Acompanhamento: Guia profissional falando inglês.

Grupo: Mín 6 pessoas, grupo privado.

Programa: Em função das condições do tempo, da condição do grupo ou outras justificáveis o guia poderá alterar o programa.

Documentação: Passaporte válido pelo menos 6 meses após o regresso. O visto obtém-se na fronteira à chegada.

Saúde: Recomenda-se a prevenção do paludismo; deverá ir à consulta do viajante.

Hotéis propostos
Addis Ababa: Jupiter Int’l Hotel, (7.9)
Bahar Dar: Delano Hotel, (8.7)
Gondar: Goha Hotel, (6.9)
PN Simien: Simien Lodge,
Axum: Sabean Int’l Hotel, (7)
Lalibela: Harbe Hotel, (9)
Harar: Ras Hotel, (?)
Awash: Falls Lodge,
Hawassa: Haile Resort Hotel,
Arba Minch: Paradise Lodge, (8.2)
Turmi Lodge,
Jinka: Eco Omo Lodge,
Konso: Kanta Lodge.






Testemunhos